Rodrigo Dias lança seu terceiro livro (Foto: Valdir Santos/Ubatã Notícias)
Rodrigo Dias lança seu terceiro livro (Foto: Valdir Santos/Ubatã Notícias)
O Ubatã Notícias entrevistou, nesta quinta-feira (09), o ubatense Rodrigo Dias, presidente do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores (PT), Chefe de Gabinete da gestão Siméia Queiroz, e autor de Betânia: casa da festa e Crônicas para o Meio Dia. Rodrigo Dias lança neste sábado (11), na Câmara Municipal de Ubatã, o seu terceiro livro: Em tempos de e-mail, cartas para Irene. O livro é aguardado com grande expectativa pela imprensa e comunidade. Segue a entrevista.
UN – Como começou a sua paixão pela Literatura?
RD – Foi quando fiz a leitura de O Pequeno Príncipe, uma obra literária infanto-juvenil, mas que certamente é indicada para todos os públicos. “Serei eternamente responsável pelo aquilo que me cativa”, diz Rosa à Raposa, personagem da romance. E eu fui cativado pelo mundo das letras e da Literatura.
UN – Quais foram suas inspirações literárias?
RD – Foram muitos, merece maior destaque Antoine Saint-Exupéry, autor de O Pequeno Principe, Leonardo Boff, autor de Saber Cuidar, É Tempo de Transcedência, entre outros; e Rubem Alves, que é um cronista contemporânea, que fala do cotidiano e da vida das pessoas de um jeito simples, direto, objetivo.
UN – Quantos, quais e do que tratam os livros já escritos por Rodrigo Dias?
RD – Já publicamos dois livros. O primeiro deles, Betânia: a casa da Festa, uma releitura teológica do Evangelho de João, que traz o tema da casa com centralidade, como espaço da acolhida e contraponto aos grandes templos; o segundo livro publicado foi Crônicas para o Meio Dia. Inovamos neste livro e criamos ao invés de um índice, um cardápio, com uma coleção de crônicas para que o leitor tenha uma relação de não apenas ler o texto, mas se alimentar de uma leitura popular. O terceiro livro, intitulado Em tempos de e-mail, cartas para Irene, será lançado neste sábado, na Câmara de Vereadores de Ubatã.
UN – Qual é o enredo de Em tempos de e-mail, cartas para Irene?
RD – Olha, se falarmos do enredo nesta entrevista, tenho certeza de que perderei muitos leitores (risos). Mas acredito que o título da obra diz muito sobre o conteúdo de nosso livro, que foi feito de maneira carinhosa, especial. Acreditamos que a recepção ao texto, à obra, será positiva, pois trata-se de um texto dinâmico, objetivo.
UN – Qual foi o tempo de gestão de “Irene”? O que motivou a escritura do conteúdo?
RD – Demoramos aproximadamente três anos para concluir o livro Em tempos de e-mail, cartas para Irene. Fizemos pesquisa em campo, conversei com pessoas que se relacionam por meio de cartas, com pais e filhos que estão distantes, que moram em outros estados, países e que se comunicavam apenas por cartas. Além disso, conversamos também com jovens que fazem uso constante das novas tecnologias da área de comunicação. A motivação para escrever Irene veio do nosso convívio familiar. Meus avós, por exemplo, viviam distantes um do outro no início do relacionamento e se comunicavam apenas por meio de cartas, as famosas cartas de amor. Além disso, a própria música brasileira já deu destaque às cartas enquanto poesia do cotidiano.
UN – Como você acha que o público vai receber Em tempo de e-mail, Cartas para Irene? Já pensou em quantas cópias podem ser vendidas após o lançamento?
RD – Olha, confesso que estou um pouco ansioso, mas até agora temos recebido manifestações positivas sobre o enredo do livro. Passamos a obra para alguns estudiosos, populares e também para amigos, que aprovaram o livro. Então, acredito que o público vai ser receber o nosso livro com entusiasmo, até porque são textos simples, de leitura fácil, agradável e que de alguma forma retratam as relações sociais. Quanto à quantidade de cópias vendidas, digo, sem demagogia, que está não é a nova preocupação. Sou um apaixonado pela Literatura, pelas palavras, pelas letras, portanto sinto-me realizado em escrever e saber que a nossa obra, o nosso livro, tem o reconhecimento das pessoas. Acredito que este é o caminho.
UN – Você é o atual presidente do Diretório Municipal do PT de Ubatã e Chefe de Gabinete da gestão Siméia Queiroz. Há alguma inspiração política no livro?
RD – Nós, seres humanos, somos, na essência, políticos. Por esta razão, qualquer obra tem inspiração política, mas uma inspiração suprapartidária, que não busca o fortalecimento das relações interpessoais, humanas. Mas o que posso afirmar, sem sombra de dúvida, é que está obra não é de um agente político, mas de um escritor que é comprometido com as pessoas, com as causas sociais e com a humanidade.
UN – Considerações Finais.
RD – Como bem o cineasta Walter Sales, há coisas que só podem ser ditas por cartas. Concordo com esta frase. Essa experiência epistolar faz tão bem para quem escreve como para quem recebe. Um envelope embaixo da porta não é apenas um convite de alguém que está distante, mas uma forma afetuosa de se relacionar, de tocar e também de ser tocado. Aproveito a oportunidade, para convidar toda a comunidade ubatense para participar do lançamento de nosso livro. A nossa Ubatã já revelou diversos escritores e também apaixonados pela Literatura, por isso mesmo acredito que muita gente participe do lançamento de Irene.