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Governo da Bahia

terça-feira, 29 de agosto de 2017

ARTIGO: 29 DE AGOSTO - Dia Nacional da visibilidade lésbica



“Silêncio no patriarcado é a voz da cumplicidade.”
Audre Lorde

O Dia da Visibilidade refere-se à realização do primeiro Seminário Nacional de Lésbicas – SENALE, ocorrido em 1996. Naquele momento se debatia a invisibilidade dessas mulheres na sociedade, o que acarretava a inexistência de políticas públicas adequadas para atender suas especificidades, precarizando a qualidade de vida dessas mulheres, principalmente das lésbicas pobres, negras e periféricas, que dependem dos serviços e equipamentos públicos para ter acesso à saúde, educação, segurança, etc.

Mesmo 21 anos depois do primeiro SENALE (atualmente SENALESBI), poucos foram os avanços nas políticas públicas, e o Estado ainda é carente de informações estatísticas que norteiem a formulação de políticas verdadeiramente eficientes, capazes de transformar a vida dessas mulheres.

Quanto a legislação, os avanços ainda estão no campo do judiciário, o que torna a luta continua e árdua. Bem como na atual conjuntura de golpe, pelo qual passa a democracia brasileira, que fortaleceu a bancada fundamentalista e do discurso conservador no país, não há perspectiva de avanços significativos paras pautas sociais e de direitos humanos. Dentro deste cenário a perspectiva atual é de avanço da criminalização das mulheres e de sua sexualidade.

Para Edinalva Monteiro (2017):
"Quando falamos de visibilidade lésbica, falamos de empoderamento das mulheres LBTs, ( Lésbicas, bissexuais e transexuais) é ocupar os espaços de decisões, é mostra p sociedade e espaços públicos que temos demandas, que temos especificidades. E como representante do MOLS-Movimento de Lésbicas de Sergipe, garanto que estamos em busca de fazer a militância que nos cabe e como podemos, isso também é trazer pautas nossas é fazer-se Visíveis"
No dia da visibilidade, além da reflexão sobre as desigualdades sociais e perante a justiça, é importante refletir sobre invisibilidade no contexto histórico e cultural, negando a existência de lésbicas no tempo e seu papel em vários momentos históricos, causando prejuízo emocional e estimulando a lesbofobia e a lesbofobia internalizada nas novas gerações.


Assim, assumir a identidade de lésbica ou de sapatão diante de uma sociedade patriarcal é um ato revolucionário, é contrapor-se a heteronormatividade, que oprimi a sexualidade feminina e condena as mulheres a não vivenciar seus relacionamentos com prazer e plenitude.

Organização de promoção e defesa dos direitos humanos, dos direitos sexuais e reprodutivos, da cidadania, da prevenção e combate às doenças sexualmente transmissíveis (DST, HIV/Aids), da redução de danos no uso de álcool e outras drogas, da saúde da mulher, da história da lesbianidade, da família homoparental e da igualdade de gênero, por meio de uma plataforma político-feminista e humanista.
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