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Governo da Bahia

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

ARTIGO: GONGOGI TEM OU NÃO TEM AUTORIDADE?

Barbosa Jr. (Foto: Facebook/Reprodução)
Por Barbosa Junior
Todos sabem que, além das unidades da federação e da própria união, os municípios são constituídos – dentro do estado de direito – pelos três poderes republicanos: executivo, legislativo e judiciário. Ademais, outras instituições, também constituídas, servem – por assim dizer – de suporte e sustentação daqueles mesmos poderes. Entre as quais, podemos destacar: as polícias civil e militar; ministério público; órgãos outros de apoio, etc. Todos os ocupantes de cargos, alusivos a essas instituições, são investidos de AUTORIDADE.
Pois bem. A cidade de Gongogi (sede do município de mesmo nome), que há pouco tempo trazia no seu DNA a virtude da paz e da tranquilidade interioranas, vive momentos de intranquilidade, terror e desequilíbrio social...
Os constantes episódios de disparos de arma de fogo, em todos os pontos da cidade – inclusive em bares do centro Gongogiense -, patrocinados por marginais, estão deixando a população encurralada em suas casas, sem direito de sair às ruas, no período noturno, em busca de algum tipo de diversão. Vale ressaltar os sucessivos homicídios acontecidos neste ano sem qualquer tipo de punição...
E Gongogi, tem ou não tem autoridade? O índice de criminalidade atingiu níveis inaceitáveis e a cidade, como consequência, vive refém da marginalidade – aliás, Gongogi está à margem do estado de direito.
É preciso que todas as autoridades Gongogienses utilizem uma ferramenta simples para enfrentar esse grave problema: o diálogo, a comunicação... A população espera por uma sinalização dos seus representantes. É urgente que acabem com essas conversas de que “isso é dever do Estado; eu não mandei ninguém apertar gatilho; isso, aquilo, aquilo outro...”
Atitude, providência, diálogo, enfrentamento. Essas são as palavras adequadas a serem usadas. O comportamento das nossas autoridades beira à covardia e a irresponsabilidade. O juiz de direito, o Ministério público, o prefeito municipal, os vereadores, as polícias – civil e militar – são responsáveis, sim, pelo quadro aí instalado.
Em três etapas, podemos debelar ou, pelo menos, minimizar essa catástrofe social: primeiro, uma comissão de vereadores (ou o próprio presidente da câmara) se unir ao prefeito Caçulo e convocar uma reunião com os policiais civis e militares para traçar um plano emergencial de ação – qualquer atitude, num primeiro momento, é bem vinda. Segundo, uma comissão de vereadores (ou o próprio presidente da câmara) junto com o prefeito municipal pedirem uma audiência com o juiz da comarca, o ministério público e o chefe dos policiais militares de Gongogi para buscar orientação, sugestão, ideias que possam produzir, com inteligência e ação, o enfrentamento com o crime. Terceiro, o prefeito Caçulo – que é o nosso líder e foi eleito pra nos representar a todos – solicitar uma audiência com o secretário de segurança pública do estado e pedir socorro, ajuda...
Mister se faz ter humildade. Deixar a forma mesquinha de fazer política. Unir forças contra a bandidagem. Afinal, estamos lidando com vidas humanas – isso não é brincadeira é coisa grave e séria. Será que as autoridades estão esperando que uma bala perdida atinja alguém próximo a elas (e Deus queira que não) para se posicionarem?
Em última análise, espero que essa humilde contribuição sirva para acordar quem pensa que não está a dormir.
Nada se consegue com gritos, xingamentos, com tapa em mesas. Mas com diálogo, comunicação e, acima de tudo, humildade e reconhecimento das nossas falhas e limites...
Neste final, deixo um recado pra muitos: Gongogienses não são, necessariamente, quem mora em Gongogi, mas aqueles que, verdadeiramente, se preocupam com os destinos e a vida de nossa gente e da nossa história.
E, afinal, Gongogi tem ou não tem autoridade?
Saudações...
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