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Governo da Bahia

sábado, 13 de janeiro de 2018

CRONICA: Análise das obras de Antonio Pereira Barbosa: Hino à Senhora Sant'Ana e Hino a Gongogi

Barbosa Junior interpreta as principais composições do poeta imortal (Foto: Facebook/Reprodução)
Por Barbosa Junior

Hino à Senhora Santana: Há uma particularidade na letra dessa obra, dentro de uma visão sacro-poética, que impressiona pela sutileza, senso filosófico e pelo momento de rara inspiração.

Trata-se de um “contraponto” que o escritor faz às escrituras sagradas. Todos sabem que o personagem feminino mais importante da bíblia é Maria (mãe de Jesus). Todavia, quando o autor do hino se refere à Santana afirmando que “... Fostes vós predestinada para dar à terra um dia a mais santa das mulheres...” ou quando, somado à essa assertiva, ele diz: “... Oh! Santana, lá do céu, junto a Deus, onde reinais...” inevitavelmente, a mãe de Maria é eleita como a figura mais importante da história bíblica (tudo dentro do olhar “inverso” e diferenciado que só os poetas têm...).
Com certeza, uma obra que se tornará secular, dada a importância e significância para a comunidade gongogiense.

Hino à Gongogi: esse trabalho poético-musical é o próprio DNA do povo dessa terra. Toda métrica, a força de suas expressões – desenvolvidas em suas estrofes carregadas de muito significado – constituem a marca técnica de uma obra ímpar, que impressiona pela desenvoltura de seus versos.Vale acrescentar, que o escritor faz – em todo transcurso do texto poético – uma declaração de amor à terra que, ironicamente, o adotou como filho...

É marcante quando, na primeira estrofe, o autor fala em “terras férteis de amor”. Não se retrata à terra do ponto de vista agrícola, pecuário, mas “terras férteis de amor”!
E segue a declaração de amor, “... Gongogi, berço amado, fecundo...” Em outro ponto, “... não há terra melhor neste mundo que suplante o teu solo feliz...”

E, para ratificar o amor e a paixão declarados, assim ele conclui: “... de te ver entre as grandes potências, majestoso, imponente a brilhar, sejam, pois, estas nossas tendências um desvelo de amor singular...”

A história só imortaliza os que foram e não os que tiveram (Barbosa Júnior)... (Portal Gongogi)
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