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Governo da Bahia

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Impedir Lula de concorrer será um tiro no pé


Com o quadro sucessório presidencial já praticamente definido, após a escolha dos vices no último fim de semana, as atenções se voltam agora para a questão Lula: será que a Justiça Eleitoral vai manter a farsa da sua condenação e impedi-lo de concorrer? Será que vão continuar essa encenação de julgamento justo? Será que vão insistir nesse falso pretexto de ficha suja, já que ele não cometeu nenhum crime? Se tal acontecer cairá de uma vez a máscara dos homens e mulheres de toga que posam de democratas. E ficará escancarado para o mundo o regime de exceção em que mergulharam o Brasil, onde a Constituição, que diz que todo o poder emana do povo e em seu nome será exercido, perdeu a validade. Afinal, que diabo de democracia seria esta onde o povo não significa nada? Que diabo de democracia seria a nossa onde quem seleciona os candidatos a governantes são os juízes? Que diabo de democracia seria esta onde o maior líder popular do país e líder das pesquisas de intenção de votos é impedido de concorrer? É claro que isso só é possível num regime de exceção.
Até o próximo dia 15, quando se encerra o prazo legal para registro de candidaturas, a situação de Lula deverá ser definida. Segundo renomados juristas, nada impede que ele seja registrado e concorra ao pleito de outubro, até porque existem precedentes, mas quando se trata de Lula o procedimento da Justiça se altera, as decisões são tomadas antes do julgamento e vale tudo para ferrá-lo. Não é segredo para ninguém que há uma disposição, dentro do Judiciário, para banir o ex-presidente da vida pública, mesmo com todos conscientes da armação para atingir esse objetivo. Alguns magistrados não conseguem esconder o seu constrangimento, mas temem contrariar a corrente e serem linchados pela mídia, em especial pela Globo, a maior interessada na morte política do líder petista. Na verdade, será um tiro no pé, porque o substituto dele, caso se confirme o impedimento, fará exatamente o que ele faria se eleito fosse. Fernando Haddad, que terá a responsabilidade de substitui-lo na corrida sucessória, é o coordenador do seu programa de governo e, portanto, estará inteiramente à vontade para executá-lo. Leia mais em Brasil 247

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