Em conversa com jornalistas, na manhã desta segunda-feira (17), para apresentar os próximos passos do seu plano político, o presidente do Democratas, ACM Neto, disse não acreditar que o recente embate com o governador de São Paulo, João Dória, trará consequências para a sua relação com o PSDB, principalmente na Bahia.
“Não posso falar pelo PSDB, mas Dória está longe de ser consenso ou unanimidade dentro do partido. A nossa relação com o partido é muito forte e sólida”, disse.
Na semana passada, após a confirmação da ida do vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, a convite de Dória, para as fileiras tucanas, impossibilitando qualquer tentativa do ex-governador Geraldo Alckmin de disputar, pelo PSDB, o retorno ao Palácio dos Bandeirantes, o líder democrata afirmou que o gestor paulista é “despreparado para liderar um projeto nacional”, tem “postura desagregadora” e “amplia o seu isolamento político”.
“Essa posição [de Dória] vai gerar consequências. O Democratas não terá condições de dialogar com ele no plano nacional. E ele foi avisado. Infelizmente, ele manteve a posição, impondo a saída do vice-governador do DEM, um quadro histórico, com 27 anos de filiação”, criticou.
O democrata afirmou ainda que tem mantido constante diálogo com os membros do partido. “Não quero que esse episódio com São Paulo possa afetar ou interferir na relação que temos com o PSDB, até porque somos parceiros em diversos estados. Desde 1996, todos os candidatos a presidente da República pelo PSDB contaram com apoio do Democratas. Espero preservar isso e temos tudo para manter um excelente relacionamento”, avisou.
Sobre Geraldo Alckmin, há uma hipótese, segundo ACM Neto, da ida do ex-governador para o Democratas. “Porém não há nenhuma conversa oficial nesse sentido. Não fizemos nenhum convite formal até o momento. Não sei qual o posicionamento dele. Agora, a posição em São Paulo já começou a ser tratada. Ainda é cedo para falar, vamos avaliar os cenários e ver o melhor para o futuro do DEM paulista”, disse.
Na semana passada, o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Adolfo Menezes, ao retornar de uma viagem a Brasília, informou à imprensa baiana que Alckmin iria se filiar ao PSD, presidido pelo ex-prefeito paulistano, Gilberto Kassab.
