Justiça concedeu a liberdade provisória a Gustavo Garrido Gesteira, após audiência realizada na sexta-feira (13)
Publicado em 15 de março de 2026 às 12:15
O dentista Gustavo Garrido Gesteira, preso durante uma operação contra revenda de canetas emagrecedoras, se manifestou pela primeira vez, através da sua assessoria de imprensa. Em nota enviada ao CORREIO, a defesa afirma que o profissional possui atuação pautada pela ética e que não tem vínculo com os demais investigados.
O dentista foi preso no apartamento onde vive com a esposa, na Ladeira da Barra, na última quarta-feira (11). No local, a polícia afirma ter apreendido medicamentos e substâncias proibidas.
Ainda conforme as investigações, Gustavo seria líder de uma rede que importava ou obtinha o princípio ativo utilizado em medicamentos destinados ao tratamento de diabetes, popularmente associados à perda de peso, e realizava a venda fracionada das doses para fins estéticos. A Justiça concedeu liberdade provisória ao dentista na última sexta (13).
Dentista alvo de operação contra revenda de canetas emagrecedoras em Salvador por Reprodução
Em nota, a assessoria de imprensa ressalta o histórico profissional do dentista. “O Dr. Gustavo Garrido possui uma trajetória acadêmica sólida, com título de Mestre em Odontologia, e é reconhecido por seus pares como um profissional de conduta inquestionável. Ele é tecnicamente primário, possui residência fixa e vínculos familiares estabelecidos. Sua atuação sempre foi pautada pela ética e pela transparência, valores que continuarão a nortear sua postura durante todo o esclarecimento dos fatos”, diz.
Ele é um dos sócios da clínica Medicina Oral, localizada no bairro Cidade Jardim, e teria ligação com uma farmácia sediada em São Paulo, segundo a polícia. A Justiça ainda determinou o fechamento, enquanto durar as investigações, de uma farmácia em Ondina, em Salvador, que seria de responsabilidade do dentista.
A assessoria do dentista afirma que ele não possui vínculo com os demais investigados. Além dele, outras 12 pessoas foram presas durante a operação. “O Dr. Gustavo reafirma que não possui qualquer vínculo com os demais investigados citados na operação. Com serenidade e total confiança na Justiça, ele se manifestará no tempo oportuno sobre os detalhes técnicos do caso, colaborando integralmente para que a verdade seja restabelecida e sua inocência plenamente comprovada”, acrescenta.
A defesa ainda criticou a ação da polícia, que prendeu Gustavo em um apartamento de alto padrão na Ladeira da Barra. “É necessário registrar o repúdio ao aparato desproporcional utilizado no cumprimento das ordens judiciais. A mobilização ostensiva de dez policiais para a detenção de um profissional liberal configura um espetáculo midiático desnecessário, que busca a condenação antecipada perante a opinião pública em detrimento do rigor técnico e do respeito ao devido processo legal”, diz.
Investigações
As investigações da operação Peptídeos indicam que o dentista importava ou obtinha o princípio ativo utilizado em medicamentos destinados ao tratamento de diabetes, popularmente associados à perda de peso, e realizava a venda fracionada das doses, que eram revendidas para fins estéticos.
Além do apartamento do investigado, a operação também teve como alvos clínicas de medicina estética, dois hospitais, farmácias e profissionais da área de saúde. Foram cumpridos 57 mandados de busca e apreensão em Salvador, Lauro de Freitas e Camaçari, na Região Metropolitana, além de Feira de Santana, no interior do estado, e na capital paulista. As diligências também resultaram na interdição de quatro clínicas de estética.
Os investigadores apreenderam medicamentos e substâncias utilizadas originalmente no tratamento de pacientes com diabetes tipo 2, mas que vinham sendo divulgadas irregularmente para fins estéticos e de perda de peso. Entre os produtos encontrados está a substância chamada “Retatrutide”, ainda em fase de testes e proibida no Brasil.
Veja a nota completa enviada pela assessoria
A assessoria de comunicação do Dr. Gustavo Garrido Gesteira vem a público manifestar-se sobre a decisão da 3ª Vara das Garantias de Salvador, que concedeu sua liberdade provisória no âmbito da “Operação Peptídeos”:
1. Reconhecimento da tese defensiva pelo Judiciário
A decisão que restabeleceu a liberdade do profissional é um reconhecimento direto da argumentação técnica apresentada em juízo. O Poder Judiciário acolheu o entendimento de que a manutenção da prisão seria juridicamente inadmissível, fundamentando-se na jurisprudência vinculante do Supremo Tribunal Federal (Tema 1003) — ponto este que foi determinante para a soltura imediata do custodiado.
2. Histórico profissional e conduta ilibada
O Dr. Gustavo Garrido possui uma trajetória acadêmica sólida, com título de Mestre em Odontologia, e é reconhecido por seus pares como um profissional de conduta inquestionável. Ele é tecnicamente primário, possui residência fixa e vínculos familiares estabelecidos. Sua atuação sempre foi pautada pela ética e pela transparência, valores que continuarão a nortear sua postura durante todo o esclarecimento dos fatos.
3. Repúdio ao excesso policial e ao midiatismo
É necessário registrar o repúdio ao aparato desproporcional utilizado no cumprimento das ordens judiciais. A mobilização ostensiva de dez policiais para a detenção de um profissional liberal configura um espetáculo midiático desnecessário, que busca a condenação antecipada perante a opinião pública em detrimento do rigor técnico e do respeito ao devido processo legal.
4. Compromisso com a Instrução Processual
O Dr. Gustavo reafirma que não possui qualquer vínculo com os demais investigados citados na operação. Com serenidade e total confiança na Justiça, ele se manifestará no tempo oportuno sobre os detalhes técnicos do caso, colaborando integralmente para que a verdade seja restabelecida e sua inocência plenamente comprovada”.
Fonte: www.correio24horas.com.br
Publicado em: 2023-04-11 15:09:00 | Autor: Maysa Polcri |
