Estudantes da Escola Estadual Santo Antônio apresentaram, na quinta-feira (26/03/2026), na Tribuna Livre da Câmara Municipal de Feira de Santana, o projeto “Respira Feira, Verde”, que propõe a implantação de uma política de arborização urbana como estratégia de prevenção a desastres ambientais.
A iniciativa foi defendida pelos alunos Henrique Lima Rios e Antony Raymond dos Santos Bispo, que destacaram a necessidade de ampliar a cobertura vegetal da cidade para reduzir impactos climáticos, melhorar o escoamento da água e contribuir para o equilíbrio ambiental.
O projeto surgiu a partir de atividade escolar voltada à identificação de soluções para problemas ambientais locais e recebeu apoio da comunidade acadêmica da unidade de ensino.
Proposta e fundamentos ambientais
De acordo com os estudantes, a arborização pode atuar como mecanismo natural de prevenção a eventos extremos, como enchentes, erosões e períodos de seca mais intensos.
Entre os benefícios apontados estão a redução da temperatura urbana, melhoria da qualidade do ar e influência no regime de chuvas, além de impactos no bem-estar da população.
Os alunos citaram estimativas internacionais que indicam que áreas urbanas com maior cobertura vegetal podem registrar redução de temperatura de até 8 graus Celsius, além de favorecer o equilíbrio climático.
Déficit de arborização e impactos urbanos
Durante a apresentação, os estudantes destacaram que Feira de Santana apresenta déficit na proporção de árvores por habitante, em comparação a parâmetros internacionais.
Segundo dados mencionados, a cidade possui cerca de uma árvore para cada sete habitantes, enquanto recomendações indicam proporção superior, o que pode impactar diretamente as condições ambientais.
A ausência de arborização adequada foi relacionada a episódios recentes de altas temperaturas, além de contribuir para problemas como solo exposto, rachaduras e processos erosivos.
Revitalização ambiental e drenagem natural
O projeto também propõe a revitalização de áreas com pouca ou nenhuma cobertura vegetal, incluindo regiões degradadas e espaços urbanos subutilizados.
Entre as medidas sugeridas estão a criação de territórios adaptáveis a eventos climáticos e o fortalecimento da drenagem natural por meio da vegetação, reduzindo a dependência de soluções exclusivamente estruturais.
Os estudantes também apontaram a situação de lagoas urbanas, muitas sem condições adequadas, como fator que agrava problemas ambientais e reforça a necessidade de ações integradas.
Impermeabilização do solo e participação social
Outro ponto abordado foi o impacto da impermeabilização do solo urbano, considerada uma das principais causas de alagamentos e dificuldades no escoamento da água.
Os alunos defenderam que o tema seja discutido de forma mais ampla, com participação da sociedade, além do meio acadêmico e técnico.
A proposta inclui o engajamento da população, especialmente de jovens, na construção de políticas ambientais e na adoção de práticas sustentáveis no município.
Fonte: jornalgrandebahia.com.br
Publicado em: 2026-03-28 20:00:00 | Autor: Redação do Jornal Grande Bahia |

