Os irmãos Mario Adnet e Chico Adnet lançaram o álbum “Falso Antigo”, projeto de composições inéditas que mescla humor, crônica e homenagem à música popular brasileira. O álbum reúne nove faixas que recriam a estética da era do rádio, combinando referências históricas com elementos contemporâneos.
O trabalho marca a primeira parceria direta entre os irmãos, que atuam em trajetórias paralelas: Mario é compositor e arranjador, enquanto Chico possui carreira consolidada em trilhas sonoras e jingles. A iniciativa reúne ainda uma série de participações especiais de artistas como Roberta Sá, Mônica Salmaso, Mosquito, Pedro Miranda, Pedro Paulo Malta e Jards Macalé.
Segundo Chico Adnet, a escalação dos convidados foi pensada para harmonizar com a proposta do álbum. Entre os destaques está o samba de breque “De Aniceto ao Acetato”, com Marcelo Adnet e Jards Macalé, que resgata elementos da música popular dos anos 1950 e reflete práticas da indústria fonográfica da época.
Composição e temática das faixas
O álbum explora diferentes ritmos da música brasileira, como maxixe, choro e samba, incorporando narrativas que mesclam ironia e crônica. Em “Fake Falso”, referências contemporâneas a figuras internacionais dialogam com críticas à política brasileira, evidenciando a intenção dos autores de relacionar passado e presente.
Em “Falso Baiano”, Roberta Sá interpreta o samba de Geraldo Pereira (1944) com uma releitura que mantém a essência do clássico. Já o choro “Acende o Lampião”, com Mônica Salmaso, utiliza formação clássica de flauta, violão, pandeiro e cavaquinho, retratando situações típicas da época em que o violão era marginalizado.
Mosquito interpreta “Samba Réquiem” com arranjos de Marcos Nimrichter, Edu Neves, Rogério Caetano e Marcus Thadeu, reconstruindo o clima dos anos 1950. O álbum inclui ainda participações de Ana Rabello, Jorge Helder, Marcelo Martins, Everson Moraes e Aquiles Moraes, ampliando o repertório instrumental.
Produção e arranjos
Os arranjos foram coordenados por Mario e Chico Adnet, que alternaram a condução entre as faixas, respeitando a identidade dos músicos convidados. Mario Adnet destaca que o processo foi natural e colaborativo, proporcionando liberdade criativa aos instrumentistas e mantendo a coesão estética do álbum.
O projeto também evidencia a integração entre tradição e inovação, refletindo a busca dos autores em criar músicas que soam como se sempre tivessem existido, mantendo o diálogo entre o passado da música brasileira e a contemporaneidade.
O álbum “Falso Antigo” será disponibilizado em todas as plataformas digitais, consolidando a presença dos irmãos Adnet como compositores e produtores que conectam história e inovação musical.
Fonte: jornalgrandebahia.com.br
Publicado em: 2026-03-15 12:00:00 | Autor: Redação do Jornal Grande Bahia |


