Após atingir a maior safra de grãos desde 1975, com 346,1 toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2025, o latifúndio agro exportador se vê diante de uma verdadeira crise de superprodução e armazenamento. Segundo estimativas da “Confederação de Agricultura e Pecuária no Brasil” (CNA), o Brasil terá a capacidade de estocar apenas 61,7% do total desta produção.
Além da superprodução e falta de escoamento, o latifúndio brasileiro já se encontrava às portas de uma crise após o preço das commodities, como grãos, minérios e café caírem no mercado global em aproximadamente 5% somente no mês de fevereiro.
Baseado na exploração extensiva das terras, o latifúndio brasileiro, erguido na produção semi-feudal e o trabalho servil, não é capaz da mesma produtividade que o “agronegócio” intensivo francês, mecanizado e industrializado, por exemplo.
Para competir no mercado mundial de commodities, necessita produzir muito e cada vez mais, estando sujeito a crises de superprodução e às flutuações dos preços, que em tempos de guerra são cada vez mais instáveis.
Latifúndio caloteiro
Mesmo após o maior Plano Safra da história, que entregou R$ 516,2 bilhões ao latifúndio, e da maior safra de grãos desde 1975, os latifundiários demonstram não conseguir desenvolver a economia monocultora e agroexportadora para além do roubo de terras de camponeses, indígenas e quilombolas.
Segundo dados do Serasa Experian, divulgados em janeiro de 2026, 8,3% dos empresários do chamado “agronegócio” estavam inadimplentes no terceiro trimestre de 2025, protagonizando os maiores pedidos de recuperação judicial.
A situação demonstra a estrutura latifundiária arcaica brasileira, revelando-a como um verdadeiro parasita: a cada 100 latifundiários da agropecuária, 12,6 entraram em recuperação judicial, mesmo com volumosos créditos e o atual “apagão” nas fiscalizações do trabalho servil pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) do oportunista Luiz Inácio, deixando os latifundiários livres para explorarem o campesinato o quanto quiserem.
O portal pró-latifúndio “Times Brasil” chegou a explicar a situação afirmando que os bancos reduziram “seu apetite por riscos”, além do “aumento de compromissos financeiros fixos nas operações agrícolas”. Na prática, o portal só reforça que a estrutura latifundiária representa um verdadeiro risco para o investimento de recursos no Brasil e não tem a menor capacidade de cumprir com seus compromissos financeiros, apesar dos investimentos entregues de bandeja pelos representantes do velho Estado.
Guerra de resistência nacional no Irã e luta camponesa no Brasil são pedra no sapato do latifúndio
No dia 16 de fevereiro, algumas regiões registraram uma queda de até R$ 5 na saca de soja, com o indicador Cepea/Esalq base porto de Paranaguá (PR) apontando para uma baixa de 0,65%, registrando um preço de R$ 129,36 cada saca.
Outro fator que têm contribuído para a crise latifundiária é o aumento do preço do diesel, principalmente nos estados que compõem a região de expansão da fronteira agrícola MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). O produto é essencial para o transporte dos grãos para o Porto do Itaqui, em São Luís (MA) e atingiu o preço de R$ 7,96 em cidades como Balsas, no sul do Maranhão.
O aumento do preço do diesel é motivado pela atual guerra de resistência nacional do Irã, onde a Guarda Revolucionária Islâmica realiza o contro do estreito de Ormuz em sua luta contra os agressores imperialistas.
Assim como a luta camponesa no Brasil, à exemplo da União das Comunidades em Luta (UCL), no Maranhão, que expulsaram mais de 30 paramilitares invasores, acusados de atuar sob o soldo e comando do latifundiário Jerson Borstel, demonstra que a luta dos povos oprimidos no mundo será uma pedra no caminho dos superlucros da burguesia imperialista e o latifúndio brasileiro lacaio.
Jornal
Adquira aqui seu exemplar da edição impressa do jornal A Nova Democracia! EDIÇÃO IMPRESSA DO JORNAL A NOVA DEMOCRACIA Ano XXIIV – Nº 260 – Outubro a Dezem…
Publicado em: 2026-03-19 17:18:00 | Autor: Redação de AND |
