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RJ: Alerj derruba veto e mantém a ‘gratificação faroeste’

RJ: Alerj derruba veto e mantém a ‘gratificação faroeste’

Neste dia 18/12, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) derrubou, junto de outros 10 vetos, o veto à “gratificação faroeste”, que foi instituída pela primeira vez em 1990 e que prevê bonificação de 10% até 150% do salário para policiais que apreenderem armamentos e executarem pessoas apontadas como criminosas durante operações policiais.

O veto do governador reacionário Cláudio Castro teria sido aplicado devido às “despesas incompatíveis com as regras do Regime de Recuperação Fiscal”. No total, 40 votaram pela derrubada do veto, 24 pela sua manutenção e houve uma abstenção.

Licença para matar

Com a aprovação da gratificação faroeste, a tendência é que aumentem os casos de assassinatos cometidos por policiais contra massas mais profundas, assim como sua criminalização, como ocorreu em casos como o de Matheus da Silva dos Santos, o de Gabriel Pereira dos Santos e o de Herus Guimarães. Usuários das “redes sociais” comentam: “O banho de sangue nas favelas dá voto!”; “Quer dizer que a polícia carioca tem passe livre pra matar qualquer pessoa se disser que é bandido?”.

A medida expõe o caráter genocida do velho Estado que, para fazer a manutenção da dominação dos ricaços sobre o povo, precisa promover verdadeiros banhos de sangue, ao ponto de vender a vida das massas faveladas e camponesas, que vivem num verdadeiro estado de punição, sem os direitos mais básicos e enfrentando a repressão sem escrúpulo. 

Massas oprimidas na cidade e no campo

A mesma repressão acontece com as massas do campo, com o aumento de 100% de execuções em relação a 2024 e com a prisão arbitrária de camponeses que lutam pela terra, tendo como maior expressão a atual farsesca Operação Godos, que resultou na morte de um camponês e na prisão de mais de 20 pessoas, incluindo a advogada do povo Lenir Correia, que sofre de diabetes, em condições insalubres. 

A atuação do velho Estado contra as massas, por trás da máscara do combate ao “crime organizado”, esconde o pavor da resistência popular frente à miséria imposta pelo mesmo, fazendo com que tenha que reorganizar os seus métodos de repressão. 

As organizações Unidade Vermelha – Liga da Juventude Revolucionária (UV-LJR), Alvorada do Povo e o Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR), organizações democráticas da juventude e de estudantes, convocaram em sua nota conjunta a toda a juventude se somarem à campanha pelo fim das chacinas contra o povo pobre e preto em todo o Brasil, além de reafirmar a necessidade de uma “autodefesa do povo para se proteger das forças de repressão do velho estado”.

Fonte: anovademocracia.com.br

Publicado em: 2025-12-23 18:10:00 | Autor: Editor Executivo |

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