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Brasil

PR: Evento em defesa da Venezuela e América Latina é realizado em Dois Vizinhos.

PR: Evento em defesa da Venezuela e América Latina é realizado em Dois Vizinhos.

Professores, alunos, apoiadores e a comunidade imigrante de Dois Vizinhos se reuniram no dia 8 de fevereiro para uma mesa de discussão sobre os recentes ataques do imperialismo na América Latina. O evento, composto por nove pessoas, incluindo educadores e cidadãos venezuelanos, foi realizado pelo Grupo de Solidariedade aos Imigrantes do Sudoeste do Paraná e debateu a soberania regional e foi concluído levantando a consigna “Fora Ianques da América Latina”.

A mobilização para a mesa de discussão começou no dia anterior, com uma panfletagem pela cidade. A ação serviu tanto para convocar a população quanto para introduzir o debate sobre a situação latino-americana nas ruas. Durante a entrega, dezenas de moradores expressaram concordância e atenção ao tema.

Na tarde do dia 8, o evento contou com uma abertura cultural em que 4 crianças cantaram a canção “Que canten los niños”, de José Luis Perales, e representaram uma pequena coreografia para representar a própria posição diante da guerra. Uma das crianças relacionou a sua situação com a das crianças da Palestina, conclamando a paz.

A mesa teve início com a exposição de um professor sobre o histórico do imperialismo. A fala traçou um relato das contínuas intervenções de rapina promovidas ao longo dos anos em diversas partes do globo. Na sequência, um morador venezuelano abordou a história de seu país, focando nas guerras de libertação e na luta de seu povo. Ele estabeleceu um paralelo entre a atual resistência venezuelana e a invasão do Panamá pelos Estados Unidos em 1989. Naquela ocasião, as justificativas estadunidenses — o combate ao tráfico de drogas e a defesa da democracia, encobriam a proteção de seus próprios interesses econômicos e o controle do Canal do Panamá.

A conclusão central da mesa apontou o imperialismo ianque como o eterno inimigo da América Latina, destacando seu avanço contínuo sobre as nações para impor poder. A fala do morador venezuelano também denunciou o regime semicolonial que manteve a Venezuela refém no passado, limitando sua produção interna, forçando importações e gerando miséria. Durante o debate, o público pontuou que a exploração é inerente a este sistema, independentemente da localização geográfica.

Os participantes criticaram a incompreensão de parte da população  venezuelana, brasileira e de outros países sobre a natureza da guerra, o que leva algumas pessoas a celebrarem invasões de rapina. Questionado sobre como o povo deve atuar diante das ofensivas imperialistas, o morador afirmou que os venezuelanos fazem jus ao seu país e, portanto, devem resistir e se impor contra o inimigo.

Ao final do evento, uma moradora recitou o poema “Corazón gigante y venezolano”, que falava de sua terra e do seu país, destacando que ela mesma era fruto da terra de onde veio: se o seu país sofre, ela também sofrerá; se o seu país luta, ela também lutará.

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Fonte: anovademocracia.com.br

Publicado em: 2026-04-14 18:48:00 | Autor: Ana Nascimento |

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